segunda-feira, junho 11, 2007

Marcas do tempo


Participei, pela primeira vez em mais de 30 anos, num almoço convívio da minha ex-companhia (C.Caç 4143-Jubas) que prestou serviço militar na então Guiné portuguesa, entre 72 e 74.
Encontrei lá, claro está, antigos camaradas com quem passei momentos de grande aflição mas também momentos que dificilmente se esquecem.
Quando cheguei ao ponto de encontro (centro de Famalicão) ia na expectativa: "Quantos me reconhecerão?". Foi com surpreza que vi que quase todos o fizeram. "Olha o homem do livro" numa alusão ao facto de eu prestar muita atenção à Bíblia. Os mais brincalhões lembravam-se de um outro título que também lá tinha: "Olha o padreco".
Mas todos, simpáticamente, diziam: "Não fora o cabelo e estavas na mesma..."
Que mentira piedosa...
A verdade é que todos mostramos as marcas do tempo. Este é implacável. A única utilidade que o tempo tem é (deve ser) tornar-nos mais sábios. O salmista dizia: "Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios"(Salmos,90:12)