terça-feira, dezembro 20, 2005

As Intermitências da Morte

Ouví hoje uma entrevista a José Saramago, a propósito do seu último livro "As intermitências da morte", (em que o escritor coloca a morte a deixar de matar), onde Saramago fez uma afirmação com uma profundidade que ele mesmo não detectou.
Tendo na mente uma afirmação de José Gomes Ferreira; "Viver sempre também cansa", Saramago acaba por dizer que seria trágico a humanidade continuar a envelhecer e nunca morrer.
Sem se aperceber da profundidade do que disse, Saramago mostra também desconhecer o que a Bíblia ensina sobre esta matéria.
Quando a humanidade, representada em Adão e Eva, falhou e começou a envelhecer, Deus, de imediato, tomou providências para que a árvore da vida lhe fosse vedada.
O texto sagrado diz que isso foi feito por Deus, não como castigo mas como acto de misericórdia: "Para que a humanidade não vivesse (naquela condição) eternamente"
O grande problema de Saramago e José Gomes Ferreira é não entenderem que há outra vida para além desta vida e que, nesta, existir pode não significar viver.