sexta-feira, maio 27, 2005

As "virgens" do "paraiso"

Ontem, num canal cabo, assisti, mais uma vez, a um programa que punha em confronto duas correntes antagónicas dentro do Islão.
Debatia-se a questão do terrorismo e seus derivados (homens bomba), os motivos e as promessas que estão na base dos suicidas.
Admitia-se que muitos daqueles jovens avançam para o suicídio (morrendo acompanhados por aqueles que assassinam) fiados nas promessas que os seus líderes religiosos lhes fazem: vão directamente para o paraiso onde os esperam várias dezenas de virgens que têm 30 anos, olhos negros (não necessitando de pinturas) e nunca têm período menstrual (estão sempre disponíveis para o sexo).
Um líder assumia mesmo que, muitos dos rapazes que se dispõem ao martírio, o fazem para ficarem famosos, para mostrarem que são boas pessoas, etc.
Ou seja: São enganados e enganam-se a si mesmos.
Dizia então uma facção que o terrorismo é aceitável para se defender a religião dos E.U.A. e de Israel. A outra, por seu turno, lembrava que a palavra espada nunca aparece no Corão e que este é, absolutamente, contra qualquer tipo de violência, incluinda a verbal.
Muitos dos líderes que estão a "empurrar" os jovens árabes para o suicídio fazem-no, não por convicções religiosas, e sim para defenderem o seu poder, que muitas vezes(sobretudo no Irão)
é financeiro.
Um líder, da facção contra a violência, dizia que no paraiso não há sexo e que, por isso, os líderes que falavam das tais virgens estavam a mentir.