quarta-feira, março 23, 2005

Consultem o Dr. Lucas II

Dan Brown, o autor do livro " O Código Da Vinci", partilha muitas das opiniões veiculadas pelos membros do movimento "Nova Era". Pode dizer-se que é um bom romancista mas um péssimo historiador e analista de questões religiosas. Não admira, pois, que se "enterre" quando no seu livro pretende abordar esses dois temas.
O que se passou no concílio de Niceia está documentado. O Imperador Constantino, que tinha visto o cristianismo como factor de unificação do império romano, que estava a desmoronar-se, convocou aquele encontro para que se discutisse APENAS a questão da divindade de Cristo, que estava a ser posta em causa por um tal Ário.
Estava-se no ano 325 da era cristã e nessa altura o conjunto de livros que deveria compor o N.T. estava perfeitamente defenido pela igreja. Factores para a inclusão e exclusão a considerar tinha a haver com a autoria humano dos livros, se de Apóstolos ou alguém muito próximo destes; se o conteúdo não punha em causa as linhas mestras daquilo que o Apóstolos ensinaram, etc.
Estes assunto (que livros deverão ser incluidos no N.T.) não foi sequer ventilado.
Dizem os documentos do referido concilio que os 318 bispos presentes decidiram, maciçamente, considerar as ideias de Ário como um heresia, tendo apenas cinco tomado posição contrária. Apesar disso, no final do conclave, apenas dois desses cinco bispos se recuzaram a assinar o documento oficial.
Veremos em próximo post as credenciais dos livros da Bíblia.