quarta-feira, maio 12, 2004

Roma e Fátima, casamento de conveniência

Embora respeitando as ideias de toda a gente não posso deixar de expressar as minhas.
Fiquei boquiaberto ao ouvir, um destes dias, ter havido uma proposta para que o santuário de Fátima passasse a ser ponto de encontro ecuménico.
A ideia é reunir alí todas as religiões, não importa as ideias que perfilhem. Ouví então da boca de um prelado católico a seguinte frase: "O grande obstáculo à ideia são as igrejas evangélicas por causa das nossas ideias sobre Maria"
E não só, digo eu, mas sobretudo. É que o lugar que a Bíblia dá a Maria não tem nada a haver com o que lhe dá a igreja católica romana. Defacto o romanismo divinizou Maria e, em alguns casos, dá-lhe até maior destaque do que a Jesus.
Várias motivos originaram esta situação, sobretudo o facto de Fátima (como outras "santas" e "santos") ser um bom mealheiro.
A verdade é que, segundo a Bíblia, a missão de maria esgotou-se quando deu à luz o Salvador, nobre missão pela qual temos um grande respeito a Maria, nada mais para além disto.
Forçar textos a dizerem o que não dizem não altera esta verdade
Realmente Chamar-lhe, como faz o romanismo, MÃE DE DEUS, RAINHA DOS CÉUS; etc. é ir contra tudo o que Jesus ensinou e toda a Bíblia ensina.