quarta-feira, janeiro 26, 2011

Madre Teresa de Calcutá

Vi ontem, no Odisseia, uma magnífica reportagem sobre Madre Teresa de Calcutá. Fixei sobretudo a solidão, o vazio interior que ela sempre sentiu e as muitas dúvidas. Aquela bondosa religiosa, que tanto fez pelos pobres e desprotegidos, nunca passou de simples religiosa que nunca conheceu Jesus de forma pessoal.
Na reportagem vi-a várias vezes prostrada perante a imagem da virgem.
Foi admirada até por João Paulo II que lhe recomendou “Irmã viaje pelo mundo e converta-o a Cristo”. E ela viajou e falou aos outros de algo que nunca experimentou.
Ao seu confessor disse um dia (já bem velha): “ Padre eu consigo, com as minhas palavras, confortar, entusiasmar e alegrar as minhas irmãs mas porque é que, no meu coração, só sinto um vazio, tristeza e uma tão grande solidão”?
Claro que o padre não lhe soube responder como ela precisava porque, certamente, ele sentia o mesmo…
Antes de morrer, já muito abatida, ainda disse: “Se algum Deus existir…”
Será que a vamos encontrar um dia no Céu. Os católicos romanos dirão: “Claro que sim; se ela não for para lá ninguém irá…” Mas a Bíblica continua a dizer: “Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós é dom de Deus, não vem das obras para que ninguém se glorie”(1)
E o Apóstolo Pedro disse: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (2)
Dá que pensar.

(1) Ef.2:8,9
(2) Actos,4:2

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