sábado, julho 15, 2006

Agostinho da Silva

O homem que vivia na companhia de um gato, como ele dizia, "enquanto o gato quisesse", morreu. Sempre que se cumpre mais um ano sob a sua morte fala-se dele. Lembram-se os seus livros, artigos que escreveu e palestras que deu, que continuam a alimentam várias discussões.
Confesso que eu gostava de ouvir Agostinho da Silva. Ao mesmo tempo sempre me interroguei porque é que um homem tão culto era capaz de produzir afirmações tão ridículas.
Dizendo-se católico e entendendo que o termo significa universal, o filósofo descrevia o Espírito Santo como "O nada que é tudo". Profundamente ecuménico, dizia que era preciso englobar todos sem preocupações com os ismos. Isso incluiria, para além das várias religiões, os agnósticos e ateus.
Enfim, era um filósofo...