sexta-feira, dezembro 17, 2004

Não sejas cão...

Há muito tempo que tento comunicar com o meu cão. Se o pudesse fazer, tentaria que ele deixasse de agir como um cão.
O "tipo" até parece inteligente. Reconhece os donos à distância, sabe que determinadas acções significam que ele "vai lá abaixo" (fazer as suas necessidades) pede, com a pata os mimos de que tanto gosta... só não consegue deixar de ser cão.
Porque é que, quando vai la abaixo, se preocupa tanto em cheirar o "território" em vez de fazer as necessidades?
Às vezes penso que o "tipo" é uma espécie de toxicodependente, dependendo dos constantes "snifes"
Mesmo sabendo que um cão é sempre um cão apetece-me, por vezes, dizer ao animal: Ò cão deixa de ser cão...
Às vezes digo-lho! Ele olha para mim, com aquele olhar que às vezes desmotiva a minha vontade de lhe bater quando faz asneiras, e parece dizer-me: "Não te percebo, sou um cão. Serei sempre um cão e, por isso, agirei sempre como um cão.
Às vezes parece-me que ele me quer também dizer: "Ò dono, eu, como tu, não creio na evolução..."