quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Educação sexual nas escolas, SIM, mas...

Concordo que temos uma Secretária de Estado da Educação com mentalidade do tempo da Idade Média.
Seja como for, este tema não deve ser tratado de ânimo leve. A verdade é que os adolescentes, ao contrário do que pensam, não estão preparados para entender todas as implicações da liberdade sexual.
O ideal seria terem pais, com a abertura e conhecimentos necessários, para os educar nessa área tão importante. Uma vez que quase nunca é assim, a escola deve ter essa iniciativa mas, sem esquecer que tem entre mãos seres frágeis a quem deve ministrar o ensino em doses que sejam bem toleradas.
O tónica deverá ser; "O sexo é normal e maravilhoso se bem utilizado. Como outros membros do nosso corpo, a sua má utilização, implica riscos"
Não considero que seja antiquado avisar os adolescentes que, como outros apetites que nos acometem, os desejos sexuais nem sempre são para satisfazer, que não prejudica a saúde dizer não ao sexo.
O que não deve deixar de se dizer também é que, se praticarem sexo, se devem proteger. Aquí defendo que se fale abertamente do preservativo e da pílula. É que eu conheço bairros sociais onde miudas de 13, 14 anos já estão grávidas. Uma tragédia.